domingo, 1 de agosto de 2010

O Abraço que Sufoca

Esse post terá por tema dois ítens: o marco histórico para a América Latina que foi a liberação do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Argentina, e também a forma como uma antíquissima e poderosa organização vê este caso naquele país (E de certa forma no resto do mundo também).

O que aconteceu na Argentina foi um passo gigantesco para que algum dia se alcance a quase útopica igualdade de direitos civís para os homosexuais. O preconceito é uma chaga que acompanha o homem desde seus primórdios intelectuais, e que foi o estopim de muitas geurras, violência gratuita, maldades, sofrimentos, banhos de sangue e um sem fim de atrocidades protagonizadas pela humanidade. E isso não se aplica unicamente no que diz respeito a homossexuais, englobando também religião, classe social, aparência, ideologias políticas, etc...
A homosexualidade (convenhamos, quem usa o termo 'homosexualismo' merece levar um tiro) é algo sim natural, e querer excluir quem seja assim da sociedade demonstra o quão baixo o ser humano ainda rasteja na sua primitividade intelectual. Pois bem, a Argentina merece todas as parabenizações, por ter dado um passo devéras importante rumo à civilidade verdadeira.

Segundo ponto (De fato será mais extenso e ácido): a Igreja Católica não merece muito respeito.
Mas antes de mais nada devo deixar clara uma coisa: jamais vou afirmar que todos os membros dessa instituição são crápulas e seres despresíveis; não, nunca faria isso, já que estaria sendo cego para vários atos de bondade e compaixão que pessoas decentes já prestaram  para seus semelhantes.
Mas se formos analisar mais friamente, acharemos dúzias de exemplos nos quais comprovaremos a completa decadência de tal instituição organizada. Os livros de história podem ser sim manipuláveis, mas o fato é que eles nos empilham dezenas de citações que dão alguma verossimilhança a essa tese, com exemplos de manipulação, extorsão, assassinatos, genocídios, estupros, e uma longa lista de atributos nada elogiáveis. 

"Nenhum reino nunca derramou tanto sangue quanto o reino de Cristo." Essa frase é de Montesquieu, um iluminista francês bastante desgostoso com os preceitos da igreja cristã em geral. Soa forte, para uns um tanto exagerada; mas não podemos negar que há muita verdade nela.Guerras Santas mataram um número gigantesco de pessoas inocentes, defendendo a bandeira da "salvação" promvida pela palavra de Deus e ensinamentos de Jesus escritos naquele grande livro de ficção, a Bíblia. Bandeira que nunca mais foi que um disfarçe indubitável diante das ameaças de danação no fogo do inferno, escondendo por trás de si unicamente o interesse de dominar valiosas rotas de comércio do oriente para o ocidente. 
No Evangelho de Mateus, Capítulo 6, versículo 24 diz: "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro". Ora, como eu posso levar a sério uma instituição que prega uma coisa, mas que seu maior interesse é exatamente o oposto? 


Religião, como um todo (E que decididamente difere de religiosidade), é um abraço que sufoca. Ela te oferece conforto, calor, um alento nos momentos de dificuldade. Muito bem, nada de errado nisso, mas o problema é que as exigências para se ter esse conforto são sufocadoras e opressoras, você tem que se dedicar unicamente a louvar ídolos físicos ou não, entregar sua atenção (E muitas vezes dinheiros e bens) aos "intermediários" das doutrinas. Teoricamente, seguidndo fielmente uma religião você se torna um escravo, um tolo dançarino que diverte alguem. 


Como a igreja católica (Ou qualquer outra, aliás) tem a petulância e a altivez de querer falar por Deus? Apoiar-se numa colcha de retalhos histórica e étnica como a Bíblia não é um argumento. Esse livro é o resultado de mais de 4 mil anos de relatos de vários povos, que foi se modificando ao longo dos séculos, e e vou acreditar nisso até o dia em que alguem for capaz de me provar que Deus mandou-a para a Terra via fax. Portanto, acho o fato de essa instituição condenar a homosexualidade a mais grossa e doentia das hipocrisias. Não posso crer que um Deus anunciado como fonte infinita de bondade e que sempre irá perdoar seus filhos, seja esse ser vingativo e que queira punir suas criações com condenações e castigos terríveis. 
A pureza e a virgindade da religiosidade foram perdidas a muito tempo, transformando o silêncio eterno da opressão como via de regra. E o perdão está a venda....


Enfim, não defendo filosofias de alguma organização. Não quero matar Deus e muito menos provar que ele existe. Eu simplesmente quero um mínimo de lógica, de coerência, um facho de luz em meio à cegueira, que deixemos de ser animais estúpidos e nos tornemos realmente seres humanos livres e pensantes, acabando com os grilhões da ignorância e da opressão mesquinha. 

O título deste escrito é referência a saga "The Embrace The Smothers", composta pelo músico holandês Mark Jansen, em suas bandas After Forever e Epica.






Post dedicado a uma grande amiga minha.

4 comentários:

H.Max disse...

Pois é... mas será que algum dia pelo menos a maior parte das pessoas adeptas desse tipo de religião vão parar pra pensar em algo que pra elas seria tão blasfemico?

...acho que não

Van* disse...

Fiquei pensando quem será a amiga. Eu adorei o post. Que saudade que deu de ti!!

Elrond. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bard disse...

utopia, gays nunca serão vistos como iguais pela socidade

agora a igreja católica dá seus foras mesmo :x