sexta-feira, 11 de junho de 2010

Momentos de depressão

Como canta Tony Kakko em Replica:

"Nothing's what it seems to be
I'm a replica, I'm a replica
Empty shell inside of me
I'm not myself; I'm a replica of me..."
 
 Pois é, isso aí sou eu. Uma cópia cretina e miserável do que eu já fui. Até há algum tempo atrás eu não me importava em ser um sujeito insignificante, cínico e frio. Mas de um tempo pra cá venho me sentindo cada dia pior, e o fato de não ser absolutamente nada para nínguem começou a levar minha já costumeira insanidade por caminhos tão escuros quecomeçam ame assustar.
Eu com certeza não quero perder nenhuma dessas características, frieza, cinismo, acidez e afins.. isso jamais. Mas chegou um momento em que eu me deparei com coisas que se chocaram diretamente com isso, destroçando a carapaça na qual eu me enfiei para fugir dos meus medos. Eu descobri que só me fazia de desinteressado, que minha mente doentia tinha um invólucro muito frágil, que foi despedaçado por frutrações e sentimentos intensos de auto-depreciação.

A palavra "Frustração" se tornou vocábulo corriqueiro no meu vocabulário nos últimos meses. Fim do ano passado mesmo estudando como um condenado só me ferrava em química (quase tendo um síncope nervosa por causa desta), uma situação delicada relacionada a sentimentalismo que não falei para absolutamente nínguem, não ter conseguido entrar numa federal por uma única cretina questão e a pressão vinda por todos os lados. Muita coisa se acumulou em cima de mim em pouco tempo, e por causa disso vi o quanto sou irrisório, uma farsa, um idiota que o é por ter cohecimento dentro da cabeça, um mané que não consegue seus objetivos pela mais pura e genuína incompetência.

Meus pais queriam que eu fosse só mais um adolescente retardado que o único sonho que alimenta é o de ter uma moto; que nem me passasse pela cabeça a ideia de fazer faculdade; que arrumasse um emprego qualquer com carteira assinada para poder me aposentar aos 40; que me satisfazesse com uma vida colonial medíocre e sem o menor vestígio de perspectivas. Mas não sou assim, e mesmo com a série de fracassos que já acumulei, não pretendo ceder a isso. Tenho algum resquício de orgulho perdido dentro de mim, que nem a mais famigerada depressão consegue dissolver.

Mas essa insistência não me ajuda muito no quesito auto-estima. Me sinto um nada, um 'looser', um pária que vive à parte da humanidade. Eu rio um monte, de várias bobagens e situações do cotidiano, mas sempre (Sempre mesmo) acabo sentindo de novo o gosto amago de ser um fracassado. Isso não some, não esqueço, é um fantasma que me atormenta todo santo dia. 
Já escrevi sobre tristeza e melancolia, dizendo que eram importantes para se manterum equilibrio. Pois bem, mas o meu equilibrio se foi; a balança pesa constantemente para o lado escuro e a minha insanidade vai ficando irremediável....

Nunca vou deixar de ser um cínico frio, um pensador desequilibrado que busca verdades inventadas, mas depois de tanto tomar pancada da vida, passei a vero mundo uma forma um tanto quando diferente. 


Isso foi um desabafo? Talvez. Como sempre, não tenho a menor ideia.

2 comentários:

masoquismo controlado disse...

se levante denovo.

Bard disse...

Foda, foda... Mas essa é a tendência de quem tem cérebro e consegue usá-lo, cara..