quarta-feira, 24 de março de 2010

Músicas

A música é uma das artes mais intensas que o o homem foi capaz de criar. Seja ela como for (Óbviamente que excetuando-se exemplos medonhos de mau gosto e caráter únicamente lucrativo) a música tem o poder de fazer uma pessoa sentir ou pensar coisas que para estas acabariam passando despercebidas. A música é um instrumento de comunicação poderoso, é uma língua cujas palavras são entendidas em qualquer lugar; acordes, arranjos, melodias fazem com que pessoas abissalmente diferente entre si se comuniquem e se entendam, trocando sentimentos, ideias,sensações. É uma eficaz língua universal.

Minhas atenções músicais se baseiam principalmente em dois segmentos: Música clássica/Erudita e Heavy Metal. Isso parece quase incoerência, mas acreditem, não é. Esses dois estilos tem muito mais incomum o que se pode imaginar. Uma peça de Schubert me deixa tão emocionado quanto algum dos refrões épicos do Blind Guardian. É uma sensação quase inexplicável. Em geral a música erudita não apresenta letra, e isso acaba fazendo com a experiência de apreciar a música unicamente no quesito sensorial seja ainda mais intesa, e é aí que se descobre quem é gênio é quem é medicore, se vê quem é capaz de passar sentimentos unicamente em notas extraídas inicilamente dos confins do pensamento para depois serem apurados em instrumentos, tanto num surrado violino de um artista de rua quanto nos portentosos instrumentos cristalinos de alguma orquestra gigantesca. E o Heavy Metal não é muito diferente disso; levando para o lado mais intenso e pesado (Mas quase sempre tendo as belas e bem vindas escapas para baladas repletas de leveza e feeling) ele também traz o poder de sentir uma ideia através de riffs de guitarra, linhas de baixo e bateria e vocais que vão dos agudos aos guturais. E a letra é o diferencial, mais um atrativo, que faz pensar, sentir, imaginar e se questionar sobre seu significado (NOTA: Isso tem excessões, e várias). O Metal é estigmatizado e mutas vezes mal interpretado, de formas tão absurdamente hipócritas que chega a ser incompreensível. Beethoven em seu tempo passava por algo semelhante, já que fazia um tipo de música revolucionário, e que os desegradava os defensores dos paradigmas. E eis que temos mais um ponto em comum...

Mas o mundo é impensavelmente grande, e se apegar unicamente a esses dois estilos seria estupidez. É incrível sair pela internet e pesquisar música dos quantro cantos do planeta, passando por batuques africanos, ritmos latinos, flautas celtas, os sons indígenas que representam a natureza, a mística música oriental que hipnotiza por algo que soa quase como uma complexida que é ao mesmo tempo simples... Poderia ser listado um sem fim de possibilidades musicais.
Mesmo nossos estilos ocidentais são infinitamente segmentados, como Blues, Jazz, Eletrônico, Bossa Nova, e afins. E isso é algo maravilhoso, ter uma gama tão grande variedades de sons e estilos faz com que tenhamos discernimento de conhecer o mundo em suas minúcias, com seus pequenos detelhas que passam despecebidos pelos livros de história e documentários do National Geographic.

Fico tão efusivo quando saio pensando nesse tema, que acabo me tornando confuso, e acho que foi isso que aconteceu aqui. Mas de qualquer jeito, enumerei algumas ideias aí que creio serem coerentes cada uma em seu núcleo.
E só mais uma coisa: Não sejamos cegos, abramos os olhos para tudo de incrível que o mundo da música tem para nos oferecer.

Um comentário:

Bard disse...

Poxa, eu diria que sou eclético por gostar de música clássica, música celta de raiz, epopéias trovadoristas e uns 30 diferentes tipos de metal. xD

Mas eu me recuso a dizer isso, pq esse termo me faz lembrar de coisas como funk, axé, pagode e etc :\

A música é realmente algo de mais sublime na existência (ou inexistência) dos seres humanos.

Texto legal.