Algumas vezes me causa espanto a reação da pessoa para quem eu digo isso.
Por algum motivo que me soa quase como maçônico, é uma regra imprescindível da sociedade moderna ser um pingunço inveterado, e tirar onda de "bonzão" disso. Se o indivíduo sair para uma festa e voltar para casa sóbrio, estará cometendo um pecado dos mais graves do repertório da religião frívola-mundana.
Pessoalmente não consigo compreender qual a razão de se ficar de porre. Também me estranho observar como se pode gostar de uma coisa com gosto tão ruim como bebidas alcoolicas. Cerveja, vinho, chachaça, whisky, vodka.... tanto faz. Tudo tem o mesmo gosto ruim. Isso sem levar em considerações os efeitos dessa substância no organismo.
Uns me dizem que o alcool faz criar coragem. Outros que só porque é bom. E tem os que enchem a cara simplesmente para ficar de porre. Bem, não sei se o problema é com eles ou comigo. Se os estranhos são eles ou eu. O mais provável disso é que eu seja um ser estranho e incomum nesse mundo; mas levando em conta a quantidade de coisas absurdas que já pude observar pelo comportamento "normal" , fico muito bem sendo uma criatura estranha e bizarra que não gosta de alcool.
Certa feita li um livro chamado "Até o mais amargo fim", de uma cara austríaco chamado Johannes Mário Simmel. Nele se conta a história de um ator fracassado e alcoolatra que se usa das mais baixas artimanhas para reascender ao estrelato e ao sucesso. Esse homem é doente, extremamente doente, principalmente em decorrência do cosnumo exagerado de bebida. Ao longo da trama se desenrola as misérias desse viciado, até o momento em que ele se vê obrigado a se tratar. E é nesse ponto que me impressionei definitivamente com essa história. Na clínica onde o ator tenta se recuperar, o médico lhe dá sermões a respeito do que o alcool representava ara a sociedade do século XX.
Achei tudo simplesmente perefeito. De uma sensibilidade e realidade crua e direta. O alcool foi "O mal do século", e até os dias de hoje ainda ronda muita gente fraca e sem estrutura psicológica. Em minha singela, modesta e desprezível opinião, qualquer pessoa que se apegue demais nesse artifício de efêmera felicidade e auto-realização, é totalmente oca por dentro, perfurada por dúvdas, incertezas e frustrações, que se extravasam por esse meio tão pouco ortodoxo.
A inerente covardia da raça humana pode igualmente ser um fator significante. O alcool encoraja, como já mencionei, e faz com que os medos se apequenem, fazendo com que surja um sentimento de onipotência e intocabilidade, que na maioria das vezes é trágico. O alcool traz uma ilusão, que se acaba num certo espaço de tempo; então, o fraco quer sentir aquilo de novo, e se embebeda outra vez. Isso se torna um círculo, o vício nasce e se apodera do corpo e da alma. Um caminho sem volta.
Egocentrismo e vaidades à parte, tenho orgulho em dizer que nunca tomei um porre, e nem pretendo o fazer. Não me sinto superior a ninguem por cuasa disso, nem melhor nem pior, apenas tenho uma forma mais lúcida e crua de ver o mundo. Meus olhos são mais abertos, veem mais coisas, isso sim é uma virtude, mas que se não usada com parcimônia, também acaba como um problema: o problema da altivez.
Prefiro ser um capitalista, verme de sistema, e tomar Coca-Cola mesmo.
domingo, 21 de junho de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
Nós não precisamos de Heróis
Heróis. Todo mundo gosta deles, é impressionante. Mas eu não gosto.
Essa figura curiosa idealizada lá pelos fins do século XVI deixa entender uma porção de coisas a respeito de nós mesmo e das inúmeras gerações que nos antecederam por cima desta miserável terra.
Bem, é óbvio que os tais de heróis existem a tempos imemoráveis. Certamente todas as culturas já tiveram (ou ainda tem, vai se saber) os seus heróis. Mas por que diabos nós precisamos deles? Sinceramente não sei.
Mesmo não sabendo o motivo real, nutro uma teoria. É muito provavél que essas ideias nem da minha cabeça tenham realmente brotado, mas sim moldadas a partir de ideias de outras pessoas captdas ao léu na imensidão do mundo literário. Mas isso pouco importa; seria mais ou menos assim:
O homem é fraco. Muito fraco. Disfarça sua fraqueza com a intelectualidade que desenvolveu ao longo dos séculos, defendendo assim sua superioridade em relação as demais criaturas que andam por aí. Muito bem, são fracos, medrosos, apavorados e sem motivação desapegada para com nada, e exatmente por isso, estando conscientes disso tudo, ineventam figuras daquilo do que queriam ser: fortes, corajosos, valentes e destemidos. Sua única virtude transforma-se em sua arma: a inteligência. Logo, não conseguindo obter esses ideais, ele os cria em criaturas imaginárias que propaga aos quatro ventos como sendo o modelo de homem de verdade. O Herói.
Pode até se imaginar que isso não tenha nada demais, que seja natural e irrisório. E por um lado até que é mesmo, só que na maioria das vezes o único que sabe quer isso não passa de umas invecionice de um covarde é o próprio autor. Enquanto o idealizador se conforma com a ignobilidade, iludindo-se com suas imaginações, os que ainda mais mundanos e fracos levam aquilo á sério, transformando a figura do herói como sua meta maior da existência.
E eis que é aí que mora o maior de todos os ledos enganos: todos querem serem heróis; mas sua natureza abobada e covarde nunca permitirá, levando de uma frustração a outra, num ciclo eterno de desilusões e fracassos.
Triste, deverás triste.
Mas o maior dos divertimentos humanos é se enganar. Fechar os olhos para a realidade se apegar ferozmente às idealizações, imaginadas por pessoas tão fracas quanto. Idealizações, idealizações e mais idealizações..... Durante quase toda sua história o ser humano não passou de um produto de produção em série, que se obriga a seguir modelos para tudo, de conduta, aparência, posses e ideais. A origininalidade que o intelecto poderia trazer nunca nem existiu.
Estamos todos agrilhoados num mundo sem saída ou escapatória. Quem não é igual ou é louco ou perdedor, um relés idiota, um verme insignificante que não é digno de qualquer atenção ou respeito. Como diria o Metallica: "Sad but true".
Toda essa patavina ainda por cima é mergulhada numa incoerência sufocante. Ora pois, nessa sociedade falida e pútruida, todos tem a obrigação cívica e moral de serem iguais, meras cópias em preto e branco uns dos outros; mas como então se explica a necessidade dos seres superiores, fortes e corajosos? Os heróis? Certamente a única resposta que qualquer um chegaria é: "Sei lá".
Uma campanha de televisão diz que o que move o mundo não são as respostas, mas sim as perguntas. E não vejo nada mais verdadeiro que isso, pois sempre que se encontra uma resposta, brotam outras tantas questões a partir dela. E se por acaso se acha-se um motivo para aquela questão acima, surgiriam mais e mais perguntas, tentando se entender a piada da existência.
Um sujeito chamado Tobias Sammet escreveu uma letra que dizia assim: "We are falling - falling to rise /Pain is the guide out of the wastelands / We don't need a hero" . Mais adiante fala-se em que não precisamos de charlatões que nos mostrem a luz. Por essas e por outras que eu adoro esse cara.
Não, não precisamos de heróis. Se por um acaso do imprevisível destino a humanidade abrir seus olhos há muito lacrados, se verá o quanto eles são estúpidos.
Essa figura curiosa idealizada lá pelos fins do século XVI deixa entender uma porção de coisas a respeito de nós mesmo e das inúmeras gerações que nos antecederam por cima desta miserável terra.
Bem, é óbvio que os tais de heróis existem a tempos imemoráveis. Certamente todas as culturas já tiveram (ou ainda tem, vai se saber) os seus heróis. Mas por que diabos nós precisamos deles? Sinceramente não sei.
Mesmo não sabendo o motivo real, nutro uma teoria. É muito provavél que essas ideias nem da minha cabeça tenham realmente brotado, mas sim moldadas a partir de ideias de outras pessoas captdas ao léu na imensidão do mundo literário. Mas isso pouco importa; seria mais ou menos assim:
O homem é fraco. Muito fraco. Disfarça sua fraqueza com a intelectualidade que desenvolveu ao longo dos séculos, defendendo assim sua superioridade em relação as demais criaturas que andam por aí. Muito bem, são fracos, medrosos, apavorados e sem motivação desapegada para com nada, e exatmente por isso, estando conscientes disso tudo, ineventam figuras daquilo do que queriam ser: fortes, corajosos, valentes e destemidos. Sua única virtude transforma-se em sua arma: a inteligência. Logo, não conseguindo obter esses ideais, ele os cria em criaturas imaginárias que propaga aos quatro ventos como sendo o modelo de homem de verdade. O Herói.
Pode até se imaginar que isso não tenha nada demais, que seja natural e irrisório. E por um lado até que é mesmo, só que na maioria das vezes o único que sabe quer isso não passa de umas invecionice de um covarde é o próprio autor. Enquanto o idealizador se conforma com a ignobilidade, iludindo-se com suas imaginações, os que ainda mais mundanos e fracos levam aquilo á sério, transformando a figura do herói como sua meta maior da existência.
E eis que é aí que mora o maior de todos os ledos enganos: todos querem serem heróis; mas sua natureza abobada e covarde nunca permitirá, levando de uma frustração a outra, num ciclo eterno de desilusões e fracassos.
Triste, deverás triste.
Mas o maior dos divertimentos humanos é se enganar. Fechar os olhos para a realidade se apegar ferozmente às idealizações, imaginadas por pessoas tão fracas quanto. Idealizações, idealizações e mais idealizações..... Durante quase toda sua história o ser humano não passou de um produto de produção em série, que se obriga a seguir modelos para tudo, de conduta, aparência, posses e ideais. A origininalidade que o intelecto poderia trazer nunca nem existiu.
Estamos todos agrilhoados num mundo sem saída ou escapatória. Quem não é igual ou é louco ou perdedor, um relés idiota, um verme insignificante que não é digno de qualquer atenção ou respeito. Como diria o Metallica: "Sad but true".
Toda essa patavina ainda por cima é mergulhada numa incoerência sufocante. Ora pois, nessa sociedade falida e pútruida, todos tem a obrigação cívica e moral de serem iguais, meras cópias em preto e branco uns dos outros; mas como então se explica a necessidade dos seres superiores, fortes e corajosos? Os heróis? Certamente a única resposta que qualquer um chegaria é: "Sei lá".
Uma campanha de televisão diz que o que move o mundo não são as respostas, mas sim as perguntas. E não vejo nada mais verdadeiro que isso, pois sempre que se encontra uma resposta, brotam outras tantas questões a partir dela. E se por acaso se acha-se um motivo para aquela questão acima, surgiriam mais e mais perguntas, tentando se entender a piada da existência.
Um sujeito chamado Tobias Sammet escreveu uma letra que dizia assim: "We are falling - falling to rise /Pain is the guide out of the wastelands / We don't need a hero" . Mais adiante fala-se em que não precisamos de charlatões que nos mostrem a luz. Por essas e por outras que eu adoro esse cara.
Não, não precisamos de heróis. Se por um acaso do imprevisível destino a humanidade abrir seus olhos há muito lacrados, se verá o quanto eles são estúpidos.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Flmes que não vi

É impressionante a forma como o tempo passa. Parece até um filme Holywoodiano de última classe, cheio de idealizações e cenas previsíveis, onde o desfecho não passa de ilusão.
Um mundo moderno cheio de novidades que se empilham umas sobre as outras a todo momento, num fluxo que não se pode por mais freios, se desenrola de uma forma transloucada bem na nossa frente. Nossas pobres mentes são saturadas por notícias que se repetem incessantemente durantes os noticiários de hora em hora. Somos expostos a uma gama tão grande de coisas, que na maioria das vezes não entendemos nem a metade, mas do mesmo jeito a informação fica retida em algum ponto obscuro de nossa memória, fermentando mais e mais com os outros entulhos que vem chegando sem parar.
Bons eram os tempos em que as pessoas viviam sem saber quase nada sobre o mundo. Viviam suas vidas e se preocupavam só com os seus problemas, e não se martirizavam pelos "dramas" alheios.
Mas hoje, com a absurda interação proporcionada pelos meios modernos de comunicação, nos sentimos muito próximos a pessoas que sequer conhecemos, que se não aparecessem por seja lá o que for na mídia, não daríamos a menor falta.
É estranho ver como existe uma relação paradoxal entre as importâncias dos acontecimentos. As pequenas futilidades do dia-a-dia várias vezes ganham proporções épicas e avassaldoras. Uma lâmpada queimada se torna um crime infinitamente pior que o genocído de Ruanda nos anos 90, ou a fome que aflige os somalianos e os sudaneses, que além da fome precisam driblar guerras cívis que destruíram suas famílias e suas tradições.
Vamos enlouquecendo. Enlouquecendo na pseudo lucidez do mundo globalizado. A saturação midíatica nos faz nos reduzirmos as nossas excentricidades e egoísmos, que refletem em casos de interação com tolices cultivadas pelos próprios meios da imprensa sensacionalista, maquiados na hipócrita indignação inerte, inpulsionada pelos interesses mais baixos possíveis. Enquanto isso pessoas morrem dos jeitos mais tenebrosos e desumanos, ao mesmo tempo que as classes medianas vivenciam os dramas da novela das oito.
O mundo é definitivamente uma loucura. Uma loucura de sentimentos ganaciosos e mesquinhos que tiram o tempo de tudo. Os hábitos saudáveis são indiscriminadamente deixados de lado em detrimento à busca do dinheiro e à fútil felicidade.
Um bom filme num sábado tranquilo...... Utopia. A ganância não permitiria.
E são tantos os filmes que eu não vi.....
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Tempo, tempo, tempo......
Muito tempo. Tempo demais até.
Talvez um défcite criativo? Pode ser que sim, pode ser que não. Outras preocupações remetem ao esquecimento de outas coisas tão ou até mais importantes.
Pois bem, o tempo do ócio anda por seus últimos instantes, e o tempo passa a correr de uma outra forma: a forma dos penamentos......
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Tudo tem o seu começo


Decidi criar este blog para poder ter um lugar onde escrever tudo o que me vem em mente. Todos nós precisamos de algum tipode subterfúgio. Tomei o nome de Lobo da Estepe por opção literária, óbviamente tendo lido o livro homônimo de Herman Hesse. Isso explica-se pelo fato de eu ter me identificado bastante com os estranhos conflitos pessoais que o personagem principal do livro sofre, não que eu seja também um completo desagregado da sociedade, mas eu também acabo sentido algum tipo de repulsa pelos modos como o mundo atual acontece.
Acho deverás estranho os comportamentos da maioria das pessoas, provavelmentte tanto quanto elas achem o meu estranho. Portanto, precisava encontrar uma saída para meus questionamentos, mesmo os absurdos e fantasiosos. Quero só falar, mostrar alguns escritos, contos quem sabe, para com eles deixar algum tipo de marca, e se acaso alguém vier a realmente ler isso, que pense e reflita, e passe a entender um pouco mais as controversas formas como se comportam os espíritos humanos.
Não tenho ambição nenhuma de mudar a vida de nínguem, não posso ser tão pretencioso, meu talento literário talvez nunca chegue nesse ponto, e então, meu único objetivo seria compartilhar um pouco das minhas idéias com quem estiver disposto a analisa-las com relativa atenção.
Pode até parecer covardia um sujeito ter de colocar tudo na internet em vez de ser franco e direto com seus convivas, e falar tudo o que pensa, se impondo e se fazendo presente no suposto meio cultural. Mas tenho um argumento para justificar essa escolha: seria algo próximo à intolerância. Sim, isso soa estranho, mas é verdade. Um tipo de intolerância fortemente ligado ao medo do que não se pode(ou não se quer) entender, e do que é aparentemente diferente, estranho, esdrúxulo e motivo de uma forma muito sutil de desprezo.
Pode até ser covardia, mas uma covardia impulsionada pelo cansaço de tanto tentar e não ser ouvido, ou não, talvez simplesmente pelo descaso desse tentar ou pura incopetência na fala oral e no relacionamento inter-pessoal. Tudo isso são hipóteses, as quais não posso prometer resposta alguma.
No mais seria isso. Não escolho, não defino, não delimito temas, prefiro deixar de lados preconceitos e idéias pré-formatadas, escrevendo conforme a situação, deixando-me levar pelo incompreensível andar das coisas do mundo.
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