Esse post terá por tema dois ítens: o marco histórico para a América Latina que foi a liberação do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Argentina, e também a forma como uma antíquissima e poderosa organização vê este caso naquele país (E de certa forma no resto do mundo também).
O que aconteceu na Argentina foi um passo gigantesco para que algum dia se alcance a quase útopica igualdade de direitos civís para os homosexuais. O preconceito é uma chaga que acompanha o homem desde seus primórdios intelectuais, e que foi o estopim de muitas geurras, violência gratuita, maldades, sofrimentos, banhos de sangue e um sem fim de atrocidades protagonizadas pela humanidade. E isso não se aplica unicamente no que diz respeito a homossexuais, englobando também religião, classe social, aparência, ideologias políticas, etc...
A homosexualidade (convenhamos, quem usa o termo 'homosexualismo' merece levar um tiro) é algo sim natural, e querer excluir quem seja assim da sociedade demonstra o quão baixo o ser humano ainda rasteja na sua primitividade intelectual. Pois bem, a Argentina merece todas as parabenizações, por ter dado um passo devéras importante rumo à civilidade verdadeira.
Segundo ponto (De fato será mais extenso e ácido): a Igreja Católica não merece muito respeito.
Mas antes de mais nada devo deixar clara uma coisa: jamais vou afirmar que todos os membros dessa instituição são crápulas e seres despresíveis; não, nunca faria isso, já que estaria sendo cego para vários atos de bondade e compaixão que pessoas decentes já prestaram para seus semelhantes.
Mas se formos analisar mais friamente, acharemos dúzias de exemplos nos quais comprovaremos a completa decadência de tal instituição organizada. Os livros de história podem ser sim manipuláveis, mas o fato é que eles nos empilham dezenas de citações que dão alguma verossimilhança a essa tese, com exemplos de manipulação, extorsão, assassinatos, genocídios, estupros, e uma longa lista de atributos nada elogiáveis.
"Nenhum reino nunca derramou tanto sangue quanto o reino de Cristo." Essa frase é de Montesquieu, um iluminista francês bastante desgostoso com os preceitos da igreja cristã em geral. Soa forte, para uns um tanto exagerada; mas não podemos negar que há muita verdade nela.Guerras Santas mataram um número gigantesco de pessoas inocentes, defendendo a bandeira da "salvação" promvida pela palavra de Deus e ensinamentos de Jesus escritos naquele grande livro de ficção, a Bíblia. Bandeira que nunca mais foi que um disfarçe indubitável diante das ameaças de danação no fogo do inferno, escondendo por trás de si unicamente o interesse de dominar valiosas rotas de comércio do oriente para o ocidente.
No Evangelho de Mateus, Capítulo 6, versículo 24 diz: "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro". Ora, como eu posso levar a sério uma instituição que prega uma coisa, mas que seu maior interesse é exatamente o oposto?
Religião, como um todo (E que decididamente difere de religiosidade), é um abraço que sufoca. Ela te oferece conforto, calor, um alento nos momentos de dificuldade. Muito bem, nada de errado nisso, mas o problema é que as exigências para se ter esse conforto são sufocadoras e opressoras, você tem que se dedicar unicamente a louvar ídolos físicos ou não, entregar sua atenção (E muitas vezes dinheiros e bens) aos "intermediários" das doutrinas. Teoricamente, seguidndo fielmente uma religião você se torna um escravo, um tolo dançarino que diverte alguem.
Como a igreja católica (Ou qualquer outra, aliás) tem a petulância e a altivez de querer falar por Deus? Apoiar-se numa colcha de retalhos histórica e étnica como a Bíblia não é um argumento. Esse livro é o resultado de mais de 4 mil anos de relatos de vários povos, que foi se modificando ao longo dos séculos, e e vou acreditar nisso até o dia em que alguem for capaz de me provar que Deus mandou-a para a Terra via fax. Portanto, acho o fato de essa instituição condenar a homosexualidade a mais grossa e doentia das hipocrisias. Não posso crer que um Deus anunciado como fonte infinita de bondade e que sempre irá perdoar seus filhos, seja esse ser vingativo e que queira punir suas criações com condenações e castigos terríveis.
A pureza e a virgindade da religiosidade foram perdidas a muito tempo, transformando o silêncio eterno da opressão como via de regra. E o perdão está a venda....
Enfim, não defendo filosofias de alguma organização. Não quero matar Deus e muito menos provar que ele existe. Eu simplesmente quero um mínimo de lógica, de coerência, um facho de luz em meio à cegueira, que deixemos de ser animais estúpidos e nos tornemos realmente seres humanos livres e pensantes, acabando com os grilhões da ignorância e da opressão mesquinha.
O título deste escrito é referência a saga "The Embrace The Smothers", composta pelo músico holandês Mark Jansen, em suas bandas After Forever e Epica.
Post dedicado a uma grande amiga minha.
domingo, 1 de agosto de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
Filosofia Existecialista Barata
Música Inédita
Cidadão Quem
Que alguém não tenha feito não,
Não falo nada,
Que alguém não tenha dito então,
Não penso nada,
Nosso futuro é imprevisão,
Alguém me dê a mão,
Nessa calçada,
Vejo que os anos vão chegar,
E cada pegada,
Me mostra um jeito de encontrar,
todo esse nada,
Com medo de se machucar.
Porque tudo isso então?
Se não há nada,
Porque todos temem perder,
Todo esse nada,
Será vontade de viver,
Na mesma casa, na mesa que reparte o pão,
Por isso tudo então.
Quem é você?
Que se esconde, atrás de um nome qualquer,
Não aparece pra mim,
Estende a mão,
Trazendo a chuva,
Tocando o som do trovão,
será que vamos saber?
Adoro essa música, tem uma das letras mais legais que eu já ouvi. A pergunta central é algo que quase chega a me provocar uma certa agonia: "Quem é você? Que se esconde, atrás de um nome qualquer".
NOME. Está aí uma das palavras mais complexas no sentido filosófico. Como se dá nome para alguma coisa? O que é um nome? Qual o conceito mudo que existe por trás de um nome?
O mundo é o caos. De fato, esse é um pressuposto bastante duvidável, mas que para olhos mais atentos é perfeitamente plausível, já que desde sempre o universo que o homem observou foi uma profusão sem fim elementos misturados sem ordem nenhuma. No meu ponto de vista incongruente, toda a ciência desenvolvida para "dar ordem" ao universo não passa de uma forma de maquiar o caos. O caos é a força mais primitiva, que criou tudo, e ele é indissolúvel e eterno. O que o homem tenta é extrair algo, mais sua imensidão e complexidade vão muito além do que o pobre ser humano será capaz de imaginar.
Mas ora, que diabos essa balela toda tem haver com nomes? Pois bem, usei esse exemplo porque a melhor definição de nome que eu já ouvi foi de José Saramago (Descanse em paz mestre!) em uma entrevista: "Nomes nada mais são do que uma tentativa frustrada de se pôr ordem ao caos." Achei isso genial, e profundamente verdadeiro. Muitas vezes a essência das coisas é perdida em razão de uma denominação equivocada; isso soa metafísico e razoavlemnte sem sentindo, mas de alguma forma, um conceito perde seu sentido verdadeiro quando damos a ele um nome para nossa comodidade, para que não precisemos desenvolver uma tese mais completa e simplesmente usar uma única palavra catalisadora. Porém, essa catálise pode não ter o efeito desejado, pondo fim numa ideia toda.
Na minha opinião, a pergunta mais complexa de todos os tempos que o ser humano já fez é: "Quem é você?". Convenhamos, alguém conseguiria responder essa questão sem começar pelo seu nome? A ideia de nome é algo intrínseco no ser humano, que viveria até hoje em cavernas se não conseguisse da-los às coisas que o circundam. E ainda mais consigo mesmo, ter um nome é uma forma de ser único, de se diferenciar em meio à massa. Mas não sei até que ponto essa afirmação tem coerência e exatidão. A resposta para a questão de quem se é vai muito além do que simplesmente uma denominação, e portanto novamente chegamos ao ponto de que um nome pode acabar com um contexto, diminuindo a essência primária do ser e mascarando o que realmente possamos ser, algo que não pode ser visto por trás das aparências e das comodidades.
Nomes são importantes, obviamente, não seria idiota o suficiente para querer negar isso, já que viver em meio aos caos não seria a coisa mais interessante do universo. Mas de qualquer forma os nomes são usados da forma errada. O ser humano não conseguiu fazer de sua capacidade intelectual algo realmente concreto, que poderia analisar as coisas em geral mais profundamente; o que aconteceu foi apenas a mania de facilitar as coisas a níveis mínimos, que mal exigem esforço intelectual e sim apenas algo de boa memória.
O homem deveria sempre estar buscando conceitos que vão além do óbvio, que não sejam escancarados e limitados por designações inventadas e sem muito embasamento filosófico.
De alguma forma acabamos caindo naquelas antiquíssimas questão que permeiam a existência do homem: "De onde viemos?" "Para onde vamos?" e blá blá blá... mas a pior de todas, mais instigante e que provoca devaneios mais absurdos é a "Quem somos?". As possibilidades metafísicas, científicas, religiosas, esotéricas e místicas são praticamente infinitas. E todo esse universo sem fim que existe dentro da mente de uma pessoa não deveria ser tão condensado como é quando se usam nomes de forma errada.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Momentos de depressão
Como canta Tony Kakko em Replica:
Isso foi um desabafo? Talvez. Como sempre, não tenho a menor ideia.
"Nothing's what it seems to be
I'm a replica, I'm a replica
Empty shell inside of me
I'm not myself; I'm a replica of me..."
I'm a replica, I'm a replica
Empty shell inside of me
I'm not myself; I'm a replica of me..."
Pois é, isso aí sou eu. Uma cópia cretina e miserável do que eu já fui. Até há algum tempo atrás eu não me importava em ser um sujeito insignificante, cínico e frio. Mas de um tempo pra cá venho me sentindo cada dia pior, e o fato de não ser absolutamente nada para nínguem começou a levar minha já costumeira insanidade por caminhos tão escuros quecomeçam ame assustar.
Eu com certeza não quero perder nenhuma dessas características, frieza, cinismo, acidez e afins.. isso jamais. Mas chegou um momento em que eu me deparei com coisas que se chocaram diretamente com isso, destroçando a carapaça na qual eu me enfiei para fugir dos meus medos. Eu descobri que só me fazia de desinteressado, que minha mente doentia tinha um invólucro muito frágil, que foi despedaçado por frutrações e sentimentos intensos de auto-depreciação.
A palavra "Frustração" se tornou vocábulo corriqueiro no meu vocabulário nos últimos meses. Fim do ano passado mesmo estudando como um condenado só me ferrava em química (quase tendo um síncope nervosa por causa desta), uma situação delicada relacionada a sentimentalismo que não falei para absolutamente nínguem, não ter conseguido entrar numa federal por uma única cretina questão e a pressão vinda por todos os lados. Muita coisa se acumulou em cima de mim em pouco tempo, e por causa disso vi o quanto sou irrisório, uma farsa, um idiota que o é por ter cohecimento dentro da cabeça, um mané que não consegue seus objetivos pela mais pura e genuína incompetência.
Meus pais queriam que eu fosse só mais um adolescente retardado que o único sonho que alimenta é o de ter uma moto; que nem me passasse pela cabeça a ideia de fazer faculdade; que arrumasse um emprego qualquer com carteira assinada para poder me aposentar aos 40; que me satisfazesse com uma vida colonial medíocre e sem o menor vestígio de perspectivas. Mas não sou assim, e mesmo com a série de fracassos que já acumulei, não pretendo ceder a isso. Tenho algum resquício de orgulho perdido dentro de mim, que nem a mais famigerada depressão consegue dissolver.
Mas essa insistência não me ajuda muito no quesito auto-estima. Me sinto um nada, um 'looser', um pária que vive à parte da humanidade. Eu rio um monte, de várias bobagens e situações do cotidiano, mas sempre (Sempre mesmo) acabo sentindo de novo o gosto amago de ser um fracassado. Isso não some, não esqueço, é um fantasma que me atormenta todo santo dia.
Já escrevi sobre tristeza e melancolia, dizendo que eram importantes para se manterum equilibrio. Pois bem, mas o meu equilibrio se foi; a balança pesa constantemente para o lado escuro e a minha insanidade vai ficando irremediável....
Nunca vou deixar de ser um cínico frio, um pensador desequilibrado que busca verdades inventadas, mas depois de tanto tomar pancada da vida, passei a vero mundo uma forma um tanto quando diferente.
Isso foi um desabafo? Talvez. Como sempre, não tenho a menor ideia.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Pirralho reacionário
Inicialmente pensei em inserir o que se segue no post anterior. Mas achei mais interessante dedicar um unicamente a uma ideia que me ocorreu por esses dias, que diz respeito à forma como este alienado ser vê o universo controverso a sua volta.
Muito bem, pulei a adolescência. Cheguei a essa conclusão depois de tanto observar meus contemporâneos e tentar entender o porquê de eu ser tão antagonicamente diferente destes. Tenho 18 anos, e nunca fiz nem metade do que meus amigos de 16 já fizeram. Vamos por partes: Nunca tomei um porre; nunca fui numa balada; os termos "pegar" e "ficar" são absurdamente abstratos e complexos para minha mente primitiva; as regras de comportamento quando o assunto são garotas parecem leis jurídicas do século XI escritas em latim num pergaminho. Em fim, um mundo à parte que não compreendo.
Não sei se estou certo, mas vejo a juventude atual completamente promiscua. Relacionamentos são efervescentes, começam e acabam num piscar de olhos, sem medos, sem culpas e sem nenhum perspectiva sobre futuro. Tudo é banalizado, o que interessa é o agora, o prazer e o falso sentimento de realização que entregar-se às vontades dá.
O que se defende com unhas e dentes é a liberdade. Muitos argumentos se apoiam no que diz respeito aos tempos de pais e avós, onde haviam normas rígidas e respeito imposto à força, dizendo que atualmente o mundo não é mais assim, que a sociedade atual não pode mais seguir esse padrão de comportamento. No meu ponto de vista isso é um engano profundo, já que essa tão ferrenhamente defendida liberdade é falsa, mentirosa, uma doce ilusão da qual se faz a maior questão de seguir.
Se confunde liberdade com libertinagem, que são conceitos infinitamente distantes e distintos. Se entregar aos vícios da existência, satisfazer cegamente todas as vontades, não é ser livre. Ser livre é estar solto de todas as amarras, de correntes invisíveis que te obrigam a seguir caminhos e ter atitudes que fazem mal, que te subjugam, que te reduzem a ser um simples boneco nas mãos dos vícios. Um libertino é um escravo de si mesmo; um escravo que se sente obrigado a aproveitar tudo, da forma mais intesna que se possa ter, mesmo que para isso ele termine por acabar consigo mesmo.
Eu não quero que isso tudo soe como um manifesto moralista de extrema-direita defensor da moral e dos bons costumes. Não sou hipócrita a esse ponto. Moralismo é perda de tempo, assim como qualquer mortal dessa terra maldita tenho um caminhão de defeitos nas costas, e não sou nínguem para sair dando conselhos. Mas também não sou completamente idiota e cego, posso muito bem observar e meditar sem ser um direitista remoendo um passado rígido que nunca teve. Mas mesmo assim acabo me sentindo um velho ranzinza à vezes, que tem um receio imenso da "modernidade" e dos rumos que os jovens vem seguindo.
Pais não entendem filhos e vice-versa. É assim desde que o mundo é mundo, inegavelmente. Os jovens tem uma característica que atravessou gerações: o ideial que terão um futuro completamente diferente dos que vieram antes deles.
Bem, na teoria isso é uma maravilha. O ímpeto jovem de revolucionar o mundo até certo ponto funciona, no que diz respeito à avanços tecnológicos e afins; mas o que de fato interessa aos jovens, o estilo de vida, os ideias, os pensamentos a filosofia de existência, isso é um assunto mais complexo.
A vida é cruel. Muito. Mas nessa nossa idade, com hormônios em combustão constante, com a sede de prazer a mil por hora, essa crueldade é translúcida, parece apenas uma miragem. As reclamações dos pais sobre como as contas vem caras e de como comprar comida ficou mais caro parecem coisas distantes, que não nos preocupam ainda. AINDA. Essa é a palavra chave. Mais cedo ou mais tarde essas responsabilidades mundanas vão cair sobre nossos ombros. Seremos adultos responsáveis, se não por uma família, no mínimo por nós mesmos. E então a ilusão da vida se desfaz. As cortinas caem e sai de cena a alegria a libertinagem, dando lugar as durezas de se manter num mundo de selvageria, onde se manter vivo e com alguma dignidade custa muito, muito mesmo.
É um choque. Um verdadeiro tapa na cara. Toda uma idealização se vai por água abaixo.
E quando isso acontece, temos duas possibilidades mais concretas:
PRIMEIRA: Ser alguem triste, chato, resignado com a decadência e que então entende tudo que os seus pais diziam;
SEGUNDA: Insistir na ilusão. Se enganar continuando com farras, libertinagens e entregando-se aos prazeres mundanos achando-se sem culpas. Pois bem, achando-se, tentando provar a si mesmo que não há culpas para ter. Mas o que acaba se tornando uma tarefa ingrata e complicada, já que um caminhão de culpas se amontoa na consciência.
Possivelmente exista uma terceira possibilidade: encarar as cretinices da vida com algum senso de humor. Nãose deseperar. Olhar todas as encrencas que viver implica, resolve-las e ainda rir de tudo, sabendo que existem coisas piores no mundo e que por menos interessante que seja, a vida é muito boa. Como eu tentei nunca ter ilusões românticas sobre a vida, sem me deixar enganar por comodidades passageiras, acho que vou conseguir trilhar esse caminho.
Vejam bem, tudo isso não pode ser tratado como verdades. Em hipótese alguma . São pontos de vistas que tenho a partir de muita observação do pequeno universo que me circunda. Cheguei a essas ideias vendo como os jovens de 20 e poucos anos agem, e tentando me lembrar de como eram uns 10 anos atrás. E constatei essas impressões.
Logo, são exemplos do meu ambiente, que não podem ser aplicados como via de regra. Mas mesmo assim, de alguma forma acredito que isso possa se aplicar (em graduações bastantes distintas) nas pessoas em geral, pois indo um pouco além, analisando coisas vistas em meios de comunicação, tenho a sensação de estar vendo um filme repetido....
Mas em fim, qual experiência de vida tem um moleque de ridículos 18 anos, que passou maior parte da vida enfiado em meio à livros e fantasiando coisas absurdas, para tecer tais comentarios? Claro que nenhuma. Pode soar arrogância da minha parte, mas creio que eu tenha um tipo de mentalidade diferente da média dos meus conteporâneos. Não melhor nem maior, apenas diferente. Sou um sujeito frio, analista e que tem algo parecido com medo de sentementalismos; e por isso, tenho a impressão que essa mente doentia consiga desenvolver ideias que mais parecem de um quarentão deprimido e sem fé num futuro melhor.
Talvez eu sem querer tenha criado ao reacionismo juvenil. Sim, isso é idiota, mas tem um ligeiro quê de fundamento.
Acabo sim sendo um reacionário. Mas um reacionário paradoxalmente de mente aberta....
Muito bem, pulei a adolescência. Cheguei a essa conclusão depois de tanto observar meus contemporâneos e tentar entender o porquê de eu ser tão antagonicamente diferente destes. Tenho 18 anos, e nunca fiz nem metade do que meus amigos de 16 já fizeram. Vamos por partes: Nunca tomei um porre; nunca fui numa balada; os termos "pegar" e "ficar" são absurdamente abstratos e complexos para minha mente primitiva; as regras de comportamento quando o assunto são garotas parecem leis jurídicas do século XI escritas em latim num pergaminho. Em fim, um mundo à parte que não compreendo.
Não sei se estou certo, mas vejo a juventude atual completamente promiscua. Relacionamentos são efervescentes, começam e acabam num piscar de olhos, sem medos, sem culpas e sem nenhum perspectiva sobre futuro. Tudo é banalizado, o que interessa é o agora, o prazer e o falso sentimento de realização que entregar-se às vontades dá.
O que se defende com unhas e dentes é a liberdade. Muitos argumentos se apoiam no que diz respeito aos tempos de pais e avós, onde haviam normas rígidas e respeito imposto à força, dizendo que atualmente o mundo não é mais assim, que a sociedade atual não pode mais seguir esse padrão de comportamento. No meu ponto de vista isso é um engano profundo, já que essa tão ferrenhamente defendida liberdade é falsa, mentirosa, uma doce ilusão da qual se faz a maior questão de seguir.
Se confunde liberdade com libertinagem, que são conceitos infinitamente distantes e distintos. Se entregar aos vícios da existência, satisfazer cegamente todas as vontades, não é ser livre. Ser livre é estar solto de todas as amarras, de correntes invisíveis que te obrigam a seguir caminhos e ter atitudes que fazem mal, que te subjugam, que te reduzem a ser um simples boneco nas mãos dos vícios. Um libertino é um escravo de si mesmo; um escravo que se sente obrigado a aproveitar tudo, da forma mais intesna que se possa ter, mesmo que para isso ele termine por acabar consigo mesmo.
Eu não quero que isso tudo soe como um manifesto moralista de extrema-direita defensor da moral e dos bons costumes. Não sou hipócrita a esse ponto. Moralismo é perda de tempo, assim como qualquer mortal dessa terra maldita tenho um caminhão de defeitos nas costas, e não sou nínguem para sair dando conselhos. Mas também não sou completamente idiota e cego, posso muito bem observar e meditar sem ser um direitista remoendo um passado rígido que nunca teve. Mas mesmo assim acabo me sentindo um velho ranzinza à vezes, que tem um receio imenso da "modernidade" e dos rumos que os jovens vem seguindo.
Pais não entendem filhos e vice-versa. É assim desde que o mundo é mundo, inegavelmente. Os jovens tem uma característica que atravessou gerações: o ideial que terão um futuro completamente diferente dos que vieram antes deles.
Bem, na teoria isso é uma maravilha. O ímpeto jovem de revolucionar o mundo até certo ponto funciona, no que diz respeito à avanços tecnológicos e afins; mas o que de fato interessa aos jovens, o estilo de vida, os ideias, os pensamentos a filosofia de existência, isso é um assunto mais complexo.
A vida é cruel. Muito. Mas nessa nossa idade, com hormônios em combustão constante, com a sede de prazer a mil por hora, essa crueldade é translúcida, parece apenas uma miragem. As reclamações dos pais sobre como as contas vem caras e de como comprar comida ficou mais caro parecem coisas distantes, que não nos preocupam ainda. AINDA. Essa é a palavra chave. Mais cedo ou mais tarde essas responsabilidades mundanas vão cair sobre nossos ombros. Seremos adultos responsáveis, se não por uma família, no mínimo por nós mesmos. E então a ilusão da vida se desfaz. As cortinas caem e sai de cena a alegria a libertinagem, dando lugar as durezas de se manter num mundo de selvageria, onde se manter vivo e com alguma dignidade custa muito, muito mesmo.
É um choque. Um verdadeiro tapa na cara. Toda uma idealização se vai por água abaixo.
E quando isso acontece, temos duas possibilidades mais concretas:
PRIMEIRA: Ser alguem triste, chato, resignado com a decadência e que então entende tudo que os seus pais diziam;
SEGUNDA: Insistir na ilusão. Se enganar continuando com farras, libertinagens e entregando-se aos prazeres mundanos achando-se sem culpas. Pois bem, achando-se, tentando provar a si mesmo que não há culpas para ter. Mas o que acaba se tornando uma tarefa ingrata e complicada, já que um caminhão de culpas se amontoa na consciência.
Possivelmente exista uma terceira possibilidade: encarar as cretinices da vida com algum senso de humor. Nãose deseperar. Olhar todas as encrencas que viver implica, resolve-las e ainda rir de tudo, sabendo que existem coisas piores no mundo e que por menos interessante que seja, a vida é muito boa. Como eu tentei nunca ter ilusões românticas sobre a vida, sem me deixar enganar por comodidades passageiras, acho que vou conseguir trilhar esse caminho.
Vejam bem, tudo isso não pode ser tratado como verdades. Em hipótese alguma . São pontos de vistas que tenho a partir de muita observação do pequeno universo que me circunda. Cheguei a essas ideias vendo como os jovens de 20 e poucos anos agem, e tentando me lembrar de como eram uns 10 anos atrás. E constatei essas impressões.
Logo, são exemplos do meu ambiente, que não podem ser aplicados como via de regra. Mas mesmo assim, de alguma forma acredito que isso possa se aplicar (em graduações bastantes distintas) nas pessoas em geral, pois indo um pouco além, analisando coisas vistas em meios de comunicação, tenho a sensação de estar vendo um filme repetido....
Mas em fim, qual experiência de vida tem um moleque de ridículos 18 anos, que passou maior parte da vida enfiado em meio à livros e fantasiando coisas absurdas, para tecer tais comentarios? Claro que nenhuma. Pode soar arrogância da minha parte, mas creio que eu tenha um tipo de mentalidade diferente da média dos meus conteporâneos. Não melhor nem maior, apenas diferente. Sou um sujeito frio, analista e que tem algo parecido com medo de sentementalismos; e por isso, tenho a impressão que essa mente doentia consiga desenvolver ideias que mais parecem de um quarentão deprimido e sem fé num futuro melhor.
Talvez eu sem querer tenha criado ao reacionismo juvenil. Sim, isso é idiota, mas tem um ligeiro quê de fundamento.
Acabo sim sendo um reacionário. Mas um reacionário paradoxalmente de mente aberta....
sábado, 24 de abril de 2010
É sim, eu não bebo [versão 2.0]
Me obrigo novamente a escrever sobre esse tema, mesmo que pouco, mas mesmo assim um complemento inerente ao que já foi dito anteriormente.
Nos últimos dois finais de semana ocorreu aqui na minha cidade o "Festival Nacional do Chopp", uma tradicional festividade que remonta aos costumes de nossa tradição germânica. Em suma: são duas noites de sábado dedicadas a se encher de chopp, ficar completamente bêbado, perder a dignidade e passar provavelmente o maior ridículo da vida.
Pois bem, em fevereiro último completei dezoito anos, e já me perguntaram se eu iria ir no Festival. Como pelo menos tento parecer educado, disse que não do jeito mais elegante que pude. Óbvimente me olharam torto com cara de "Que retardado...".
Ótimo, sou um retardado. Ao que me parece, ser o que convencionalmente se entende por normal, legal, descolado, e saber aproveitar a vida ao máximo, é bancar o idiota e sacripanta, se rebaixar a glutonices etílicas para depois pôr tudo para fora num belíssima fonte de regozijo podre. Sim, eu sou um retardado, e o retardado mais feliz do mundo.
Nos últimos dois finais de semana ocorreu aqui na minha cidade o "Festival Nacional do Chopp", uma tradicional festividade que remonta aos costumes de nossa tradição germânica. Em suma: são duas noites de sábado dedicadas a se encher de chopp, ficar completamente bêbado, perder a dignidade e passar provavelmente o maior ridículo da vida.
Pois bem, em fevereiro último completei dezoito anos, e já me perguntaram se eu iria ir no Festival. Como pelo menos tento parecer educado, disse que não do jeito mais elegante que pude. Óbvimente me olharam torto com cara de "Que retardado...".
Ótimo, sou um retardado. Ao que me parece, ser o que convencionalmente se entende por normal, legal, descolado, e saber aproveitar a vida ao máximo, é bancar o idiota e sacripanta, se rebaixar a glutonices etílicas para depois pôr tudo para fora num belíssima fonte de regozijo podre. Sim, eu sou um retardado, e o retardado mais feliz do mundo.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Músicas
A música é uma das artes mais intensas que o o homem foi capaz de criar. Seja ela como for (Óbviamente que excetuando-se exemplos medonhos de mau gosto e caráter únicamente lucrativo) a música tem o poder de fazer uma pessoa sentir ou pensar coisas que para estas acabariam passando despercebidas. A música é um instrumento de comunicação poderoso, é uma língua cujas palavras são entendidas em qualquer lugar; acordes, arranjos, melodias fazem com que pessoas abissalmente diferente entre si se comuniquem e se entendam, trocando sentimentos, ideias,sensações. É uma eficaz língua universal.
Minhas atenções músicais se baseiam principalmente em dois segmentos: Música clássica/Erudita e Heavy Metal. Isso parece quase incoerência, mas acreditem, não é. Esses dois estilos tem muito mais incomum o que se pode imaginar. Uma peça de Schubert me deixa tão emocionado quanto algum dos refrões épicos do Blind Guardian. É uma sensação quase inexplicável. Em geral a música erudita não apresenta letra, e isso acaba fazendo com a experiência de apreciar a música unicamente no quesito sensorial seja ainda mais intesa, e é aí que se descobre quem é gênio é quem é medicore, se vê quem é capaz de passar sentimentos unicamente em notas extraídas inicilamente dos confins do pensamento para depois serem apurados em instrumentos, tanto num surrado violino de um artista de rua quanto nos portentosos instrumentos cristalinos de alguma orquestra gigantesca. E o Heavy Metal não é muito diferente disso; levando para o lado mais intenso e pesado (Mas quase sempre tendo as belas e bem vindas escapas para baladas repletas de leveza e feeling) ele também traz o poder de sentir uma ideia através de riffs de guitarra, linhas de baixo e bateria e vocais que vão dos agudos aos guturais. E a letra é o diferencial, mais um atrativo, que faz pensar, sentir, imaginar e se questionar sobre seu significado (NOTA: Isso tem excessões, e várias). O Metal é estigmatizado e mutas vezes mal interpretado, de formas tão absurdamente hipócritas que chega a ser incompreensível. Beethoven em seu tempo passava por algo semelhante, já que fazia um tipo de música revolucionário, e que os desegradava os defensores dos paradigmas. E eis que temos mais um ponto em comum...
Mas o mundo é impensavelmente grande, e se apegar unicamente a esses dois estilos seria estupidez. É incrível sair pela internet e pesquisar música dos quantro cantos do planeta, passando por batuques africanos, ritmos latinos, flautas celtas, os sons indígenas que representam a natureza, a mística música oriental que hipnotiza por algo que soa quase como uma complexida que é ao mesmo tempo simples... Poderia ser listado um sem fim de possibilidades musicais.
Mesmo nossos estilos ocidentais são infinitamente segmentados, como Blues, Jazz, Eletrônico, Bossa Nova, e afins. E isso é algo maravilhoso, ter uma gama tão grande variedades de sons e estilos faz com que tenhamos discernimento de conhecer o mundo em suas minúcias, com seus pequenos detelhas que passam despecebidos pelos livros de história e documentários do National Geographic.
Fico tão efusivo quando saio pensando nesse tema, que acabo me tornando confuso, e acho que foi isso que aconteceu aqui. Mas de qualquer jeito, enumerei algumas ideias aí que creio serem coerentes cada uma em seu núcleo.
E só mais uma coisa: Não sejamos cegos, abramos os olhos para tudo de incrível que o mundo da música tem para nos oferecer.
Minhas atenções músicais se baseiam principalmente em dois segmentos: Música clássica/Erudita e Heavy Metal. Isso parece quase incoerência, mas acreditem, não é. Esses dois estilos tem muito mais incomum o que se pode imaginar. Uma peça de Schubert me deixa tão emocionado quanto algum dos refrões épicos do Blind Guardian. É uma sensação quase inexplicável. Em geral a música erudita não apresenta letra, e isso acaba fazendo com a experiência de apreciar a música unicamente no quesito sensorial seja ainda mais intesa, e é aí que se descobre quem é gênio é quem é medicore, se vê quem é capaz de passar sentimentos unicamente em notas extraídas inicilamente dos confins do pensamento para depois serem apurados em instrumentos, tanto num surrado violino de um artista de rua quanto nos portentosos instrumentos cristalinos de alguma orquestra gigantesca. E o Heavy Metal não é muito diferente disso; levando para o lado mais intenso e pesado (Mas quase sempre tendo as belas e bem vindas escapas para baladas repletas de leveza e feeling) ele também traz o poder de sentir uma ideia através de riffs de guitarra, linhas de baixo e bateria e vocais que vão dos agudos aos guturais. E a letra é o diferencial, mais um atrativo, que faz pensar, sentir, imaginar e se questionar sobre seu significado (NOTA: Isso tem excessões, e várias). O Metal é estigmatizado e mutas vezes mal interpretado, de formas tão absurdamente hipócritas que chega a ser incompreensível. Beethoven em seu tempo passava por algo semelhante, já que fazia um tipo de música revolucionário, e que os desegradava os defensores dos paradigmas. E eis que temos mais um ponto em comum...Mas o mundo é impensavelmente grande, e se apegar unicamente a esses dois estilos seria estupidez. É incrível sair pela internet e pesquisar música dos quantro cantos do planeta, passando por batuques africanos, ritmos latinos, flautas celtas, os sons indígenas que representam a natureza, a mística música oriental que hipnotiza por algo que soa quase como uma complexida que é ao mesmo tempo simples... Poderia ser listado um sem fim de possibilidades musicais.
Mesmo nossos estilos ocidentais são infinitamente segmentados, como Blues, Jazz, Eletrônico, Bossa Nova, e afins. E isso é algo maravilhoso, ter uma gama tão grande variedades de sons e estilos faz com que tenhamos discernimento de conhecer o mundo em suas minúcias, com seus pequenos detelhas que passam despecebidos pelos livros de história e documentários do National Geographic.
Fico tão efusivo quando saio pensando nesse tema, que acabo me tornando confuso, e acho que foi isso que aconteceu aqui. Mas de qualquer jeito, enumerei algumas ideias aí que creio serem coerentes cada uma em seu núcleo.
E só mais uma coisa: Não sejamos cegos, abramos os olhos para tudo de incrível que o mundo da música tem para nos oferecer.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Shakespeare e o covarde
Pequena inserção cretina na célebre questão shakespeariana imortalizada na voz enlouquecida do sanguinário príncipe Hamlet: "Ser ou não ser um perfeito covarde? Eis a questão."De fato essa foi uma heresia imperdoável para com o o grande e sábio dramaturgo britânico. Mas tomei essa abusada liberdade poética (?) tão somente para abordar um tema que tem me tomado um tempo relativamente grande de sessões inútei de meditação e análise: covardia.
O motivo que me leva a escrever sobre isso no momento é irrisório, mesmo algumas pessoas sabendo do que se trata; mas de qualquer jeito, não interessa.
Medo e covardia são conceito bastante distintos um do outro. O medo fez com que a humanidade prosperasse sobre a terra, já que o medo de ser devorado por bestas selvagens fez com que os homens pré-históricos não saíssem de noite de suas cavernas. Medo é primitivo, instintivo, vai além do mero entendimento filosófico ou intelectual. Mas a nossa tão cotidiana covardia é algo mais complexo, que se embrenha no mais íntimo dos compatimentos do intelecto que unicamente os humanos desenvolveram. Óbviamente que uma coisa está ligada a outra, de forma bastante inerente e alguns caso quase que onirica. Um covarde sem medo seria um paradoxo dos mais peculiares.
Mas podemos imaginar que a covardia mundana, que não é a mesma coisa que o medo primitivo e natural, se apoie em fraquezas. Fraquezas ideológicas, morais, espirituais e afins. Somos todos fracos, uns mais outros menos.E é esse nível de fraqueza que compõe nosso cosciente de covardia.
Não vou considerar covardia como medinho de fazer alguma coisa; isso seria frívolo demais. Prefiro imensamente mais imaginar a covarida do relacionamento interpessoal, tanto em ordem física (leia-se violência) quanto de falar e ser. Portanto, gostaria de me ater um pouco na coisa mais difícl para todo o ser humano: lidar com o próximo.
Egoísmo é o carro-chefe da existência, inegavelmente. E Infelizmente, todos os discursos de amor fraternal, disponibilidade ao próximo, desprendimento e humanismo são balela (Salvo rarísimas excessões). Portanto, é mais fácil se isolar no próprio mundo, lidando somente consigo mesmo (E quantas vezes isso é feito de modo errado...) e deixando de lado esse tal de "próximo". E eis que aí reside muito da covardia. Somos covardes uns com os outros, não chegamos a ser ruins ou de mau caráter, somente covardes de se abrir ou ao menos ceder, deixando de lado o EU e caminhar pelos campos desconhecidos dos outros.
Digo tudo isso por experiêcia própria. Não tenho como negar que sou um perfeito egoísta em muitos momentos, e a desconfiança de ir em frente com algum tipo de compartilhamento de sentimentos soou atemorizante e absurdamente perigoso, e me fez trancar diante de oportunidades impressionantes, caracterizando-se como incomensurável covardia.
Creio que este amontoado de ideias soe bastante confuso e razoavelmente sem nexo. De forma inconsciente creio que tenho sido essa minha ideia inicial, já que é mais ou menos assim que me sinto ultimamente.
Mas embromar não adianta nada, e por isso deixo a palavra para aquele que deu título a este confuso escrito:
"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar."
William Shakespeare.
William Shakespeare.
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